Mais candidatos são barrados pelo TRE-PA

Os bastidores políticos parauaras estão incandescentes: Silvinho Santos(PSD), filho de Carlos Santos, teve a candidatura indeferida pelo TRE-PA na sessão de hoje. É que ele está condenado por extorsão em processo perante o TJE-PA. Claudiomar Dias de Almeida(PR), o ex-deputado Cláudio Almeida, do sul do Pará, também foi indeferido, por ausência de prestação de contas de campanha, assim como a candidata a senadora pelo PSTU, Ângela Azevedo, e suplentes (por problemas no DRAP), Zacarias Rodrigues (contas reprovadas pelo TCM), Marta Dionísio (contas reprovadas pelo TCE e TCU) e mais outros 30 e poucos, por falta de documentos, filiação partidária ou quitação eleitoral até o prazo fatal do dia 05 deste mês. Todos os outros casos ainda pendentes, como os do ex-prefeito de Belém, Duciomar Costa(PTB), do deputado Chico da Pesca(PROS) e do ex-deputado Luiz Afonso Sefer(PP) serão julgados neste sábado, em sessão extraordinária, a partir das 9h. Será a última sessão de julgamento de registros pelo TRE-PA. O Procurador Regional Eleitoral, Alan Mansur, ajuizou todas as impugnações e os argumentos de fato e de direito que alinhou foram considerados irretorquíveis.
 
Ontem foram, ainda, indeferidos os registros, com base nas impugnações do MPE, dos candidatos Madalena Hoffman, Marlene Mateus, Ronivaldo do Carmo, Dr. Wanderley, Antonio José Garcia, Zé Carlos Galiza, Michelly Athie e Raul Pereira. Wanderley foi condenado pelo TRF1 por crime de redução a condição análoga à de escravo, no final de 2012. Ele é o atual vice-prefeito de Tucumã. Recorreu ao STJ e STF mas não conseguiu liminar. A decisão ainda não transitou em julgado por poucos detalhes.

Paulo Rocha tem candidatura indeferida

O TRE-PA indeferiu na sessão de hoje o registro de candidatura de Paulo Rocha(PT) ao Senado. Ao apreciar a impugnação feita pelo Procurador Regional Eleitoral, Alan Mansur, o tribunal julgou procedente a alegação de inelegibilidade, porque ele renunciou ao mandato de deputado federal em 2005, quando foi acusado de envolvimento no mensalão, a fim de escapar ao processo de cassaçãoO placar foi de 3 X 2. Votaram pelo indeferimento o relator, desembargador Raimundo Holanda Reis, acompanhado pela juíza Ezilda Pastana Mutran e pelo juiz federal Ruy Dias de Souza Filho. Os juízes Marco Antônio Lobo Castelo Branco e Mancipor Oliveira Lopes divergiram. Paulo Rocha já anunciou que vai recorrer ao TSE. Diz que foi assim em 2010, está confiante, e irá agora à noite na inauguração do comitê da ex-governadora Ana Júlia Carepa(PT), candidata a deputada federal, na Av. João Paulo II, 507, entre Chaco e Humaitá..

"Dilma Bolada" reativa perfil e se torna consultor do PT

Criador da página já teve encontro com a presidente Dilma Rousseff. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Criador da página já teve encontro com a presidente Dilma Rousseff. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Uma brincadeira que virou “profissão”. O publicitário Jeferson Monteiro, administrador e criador do personagem “Dilma Bolada”, será consultor da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). A página administrada por ele é livremente inspirada na petista e se tornou a principal vitrine da candidata nas redes sociais. As informações são do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira (30).

Nesta terça-feira (29), o publicitário reativou a página no Facebook após ter suspendido o perfil por “pendências financeiras”. Interlocutores presidenciais revelaram que Jeferson recebeu a promessa de pagamento de valores mensais para ajudá-lo a manter a conta funcionando no período eleitoral. Não se sabe, no entanto, quais são estes valores.

Na semana passada, o publicitário havia dito que desativou a página porque estava “sozinho”. Ele alegou, ainda, que estava sob ataques de blogs contrários a Dilma. Em recado aos petistas, disse que poderia atuar na campanha, desde que tivesse liberdade para criar.

Procurado, Jeferson disse não ter nada fechado com a campanha. No Facebook, há um aviso: “Depois de mini-férias pós Copa, estou de volta melhor do que nunca, pronta para continuar reinando absoluta nas redes sociais e preparada para destruir as forças das trevas!”. A página tem 1,5 milhão de seguidores.

Presidenciáveis disputam palanques divididos nas eleições de outubro

A geografia dos apoios costurados por Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), nas convenções do último mês, será essencial para medir a força deles diante do eleitorado nacional. A cerca de três meses para as eleições, os três principais candidatos à Presidência terão a tarefa de manter ou ampliar o capital político nos estados onde possuem alianças fortes e driblar os concorrentes nos lugares em que têm palanques divididos ou fraco apoio das lideranças locais.

O presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP), Carlos Manhanelli, considera que a principal importância das alianças partidárias nas eleições para presidente diz respeito ao aumento do tempo de propaganda na televisão. “Com a capilaridade que os partidos têm, facilita a distribuição do candidato no Estado todo”, explica.

Com uma coligação formada por nove partidos, a presidente Dilma Rousseff (PT) deverá ter o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita na televisão - cerca de 12 minutos. Aécio Neves (PSDB), apoiado por uma aliança formada por outras nove legendas, deve contar com a metade do tempo da petista, cerca de seis minutos. Já Eduardo Campos (PSB), que é apoiado por seis partidos, deverá ter só dois minutos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai definir como essas alianças heterodoxas vão se manifestar na propaganda de rádio e TV apenas em agosto.

Com o fim da verticalização das coligações, os partidos diversificaram as alianças em vários níveis. Nas eleições deste ano, o eleitor deverá observar uma salada de uniões complexas entre as siglas, onde, algumas vezes, parece inexistir coerência ideológica. Além disso, em alguns lugares os arranjos políticos podem culminar na mistura de candidatos ao governo com o mesmo presidenciável ou presidenciáveis no palanque do mesmo candidato ao governo.

Acordos

No Rio de Janeiro , a presidente Dilma Rousseff, que já conta com o apoio formal de Anthony Garotinho (PR), Marcelo Crivella (PRB) e Lindbergh Farias (PT), é aliada do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que busca seguir no comando do Estado. No entanto, ela deverá disputar o palanque do peemedebista com Aécio Neves, já que dissidências do partido resolveram criar o movimento “Aezão”, junção de Aécio e Pezão.

Eduardo Campos, por sua vez, aproveitará a aliança de Lindberg Farias com o PSB, que tem o deputado Romário como candidato ao Senado, para garantir o palanque petista.

Em São Paulo , maior colégio eleitoral do País, Aécio tem o apoio de Geraldo Alckmin (PSDB), que tentará continuar no governo. No entanto, ele terá de dividir o espaço tucano com Campos, que conseguiu garantir o presidente do PSB no Estado, Márcio França, na vaga de vice. Já Dilma ficará dividida entre dois concorrentes: Alexandre Padilha (PT) e Paulo Skaf (PMDB).

Em Minas, cada presidenciável terá seu próprio eleito para pleitear o governo. Dilma tem apoio de Fernando Pimentel (PT); e Aécio, de Pimenta da Veiga (PSDB). O PSB lançou o ex-deputado Tarcísio Delgado. Os pessebistas pretendiam fazer campanha para Aécio, mas a vice de Campos, Marina Silva, exigiu candidatura própria.

Situação parecida ocorre em outros dois estados. Na Bahia , Dilma tem a adesão de Rui Costa (PT). Aécio é apoiado por Paulo Souto (DEM). Já a senadora Lídice da Mata (PSB) ficará ao lado de Campos.

No Rio Grande do Sul , o governador Tarso Genro (PT), que busca a reeleição, é o principal cabo eleitoral da petista. Apesar de o PP apoiar nacionalmente Dilma, é de Aécio Neves o palanque da senadora Ana Amélia. Campos fez uma coligação com o peemedebista José Ivo Sartori.

No Amazonas , a coligação “Um futuro melhor” de Eduardo Braga (PMDB) conta com o apoio de 11 partidos, entre os quais está o PT. O peemedebista vai formar palanque para Dilma, seguindo a aliança nacional.

O governador José Melo (PROS), que havia prometido apoio à petista ainda não confirmou a aliança. Ele conta também com o apoio do PSDB local. Já Marcelo Ramos (PSB) dará apoio a Eduardo Campos.

No Ceará, o governador Cid Gomes (PROS) apoia Dilma e o deputado estadual Camilo Santana (PT) para o governo. Os acordos para candidatura do petista renderam dor de cabeça para a presidente, que enfrentou problemas com o PMDB, já que o senador Eunício Oliveira queria ser o substituto de Gomes no Palácio Iracema. Magoado com o PT, o peemedebista dará apoio a Aécio Neves.

OPINIÃO DO ESPECIALISTA

Alianças revelam fisiologismo partidário

Thiago SampaioCientista político

No Brasil, a forma como as alianças políticas são construídas demonstra o fisiologismo dos partidos políticos e a ausência de agendas consolidadas. As alianças se orientam por interesses meramente eleitorais tendo como trunfo o tempo de exposição no horário eleitoral. Com isso, aliados passam a ser rivais motivados apenas por questões estratégicas. Assim, aparecem casos como o do Rio de Janeiro , onde Dilma Rousseff contará com o apoio de quatro candidatos ao governo estadual. Para piorar, em alguns estados, os postulantes ao governo necessitam fazer o malabarismo de apoiar mais de um presidenciável. Na prática, geralmente, todo esse esforço é em vão, pois não se converte tão claramente em votos. Os palanques divididos minam a capacidade de transferência de capital político das lideranças e motivam o aumento da desconfiança dos eleitores sobre as propostas apresentadas pelos candidatos. Não à toa é comum assistir aos cidadãos optando por candidatos de um bloco para o cenário estadual sem atrelar essa decisão ao contexto político nacional. Isto é, votam em um candidato para o governo do estado, mas não em quem ele representa na disputa para presidente.

Racha com PMDB atrapalha Dilma

Considerado o maior aliado do PT na Presidência da República, a despeito das crise e rebeliões, o PMDB vive nesta corrida presidencial um cenário inverso ao pleito de 2002, quando apoiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na conquista do seu primeiro mandato no Palácio do Planalto. Nessas eleições, o PMDB é parceiro de Dilma em sua disputa pela reeleição, mas em alguns colégios eleitorais de peso a sigla fará campanha para a oposição.

Assim como a cisão, no Ceará, de Eunício Oliveira com o governo petista para apoiar Aécio Neves, no Espírito Santo , Paulo Hartung também deixou Dilma de lado para alavancar o tucano.

Da mesma forma que a dissidência da sigla culminará, no Rio de Janeiro , com o palanque duplo para Dilma e Aécio na campanha de Luiz Fernando Pezão, em Goiás , Íris Rezende também fará a dobradinha entre os dois presidenciáveis.

Em Pernambuco , o partido se aproximou dos pessebistas. Tanto que o vice de Paulo Câmara é o deputado federal pelo PMDB Pedro Henry. Ivo Sartori (RS), Nelsinho Trad (MS) também apoiam Eduardo Campos.

No Piauí , José Filho garantirá palanque para Aécio e Campos, mas nada para Dilma. Já na Bahia , o PMDB fechou com Paulo Souto (DEM), rival do PT.

O presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli, acredita que a rachadura na base não influencia na avaliação de Dilma. “Ela já enfrentou isso na outra eleição. A coligação local tem de ser respeitada e a oposição tem que aproveitar melhor essas forças que estão sem identidade”.

Economia influenciará pleito

Os últimos resultados das pesquisas de intenção de votos Datafolha demonstram que a presidente Dilma Roussef (PT) está na frente nas intenções de voto. No entanto, segundo especialistas ainda é cedo para definir os vencedores das eleições de outubro.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP), Carlos Manhanelli, o resultado do pleito está relacionado ao ambiente social, econômico e político da data da eleição e a vitória de Dilma vai depender da continuidade do favoritismo dela.

"A política passa pelo bolso do eleitor. Se o governo conseguir estabilizar a economia e estacionar a inflação, dificilmente Dilma perde a eleição", avalia o consultor político.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada na quarta-feira, Dilma Rousseff (PT) tem 38% das intenções de voto. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) aparece com 20% e Eduardo Campos (PSB) tem 9%.

Manhanelli acredita que a boa avaliação da petista é um fenômeno comum entre os candidatos que ocorrem à reeleição. “O problema é que não vamos ter eleição, mas um plebiscito. A questão é se o Governo deverá continuar ou não”, afirmou.

O cientista político Rui Martinho acredita que o favoritismo da petista é mais forte “porque não tem oposição no Brasil e não há um líder carismático entre os rivais da presidente”.

Para o especialista, a oposição precisa mudar o discurso para convencer a população que ela é a mudança. “As manifestações mostram que a população não está satisfeita. Falta alguém que diga: ‘eu sou a mudança’”, disse.

Carlos Manhanelli também defende que a oposição deve modificar a plataforma de campanha para conseguir alavancar na disputa. Em vez de repetir o discurso petista, o consultor avalia que o rivais de Dilma Rousseff devem manter o que há de melhor no programa do PT e, por outro lado, avançar nas conquistas sociais.

"A oposição tem que fazer um bom programa. Tem que saber o que os eleitores estão querendo", afirmou o especialista.

Julianna Sampaio
Repórter

Autor: Vinculado ao diariodonordeste.nacional

Candidatos do Rio usam WhatsApp e SMS em campanha eleitoral

Em busca de votos, o deputado federal Anthony Garotinho (PR) e o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que disputam o Palácio Guanabara, estão enviando mensagens para os celulares dos eleitores fluminenses.

Em campanha pela reeleição, Pezão manda pelo aplicativo WhatsApp um vídeo no qual promete, entre outros pontos, melhorar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e expandir o metrô até Madureira, na Zona Norte do Rio. Em mensagens de SMS, Garotinho remete ao eleitor um texto curto em que diz apenas que “o governador do povo vai voltar”, além de informar seu número de urna.

Os telefones que disparam o texto do candidato do PR têm DDD do interior de São Paulo e da região de Porto Alegre. O número que manda a mensagem do governador do Rio é dos Estados Unidos.

No vídeo que envia por meio do aplicativo, Pezão convida o eleitor a visitar sua página no Facebook e conhecer seu plano para o futuro do estado. Em seguida, faz promessas:

— Na capital, vamos garantir e melhorar as UPPs e levar a pacificação para mais gente. Vamos contratar novos médicos e expandir o metrô até Madureira.

Se o eleitor reclama de ter recebido o vídeo ou escreve algo em resposta, um texto informa que aquela mensagem é automática e que não deve ser respondida. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) confirmou ao GLOBO que recebeu anteontem as primeiras denúncias sobre candidatos que usam o WhatsApp para disparar textos. Até o momento, foram seis. Como as denúncias ainda serão analisadas, o tribunal não informou se todas elas se referem a mensagens enviadas por Pezão.

A assessoria de campanha do governador informou que a empresa responsável pelas ações digitais na campanha é a Cara de Cão. Ao ser questionada sobre os gastos de contratação da empresa para envio das mensagens no WhatsApp, a assessoria respondeu que “quando houver a prestação de contas, serão incluídos os gastos com ações digitais”. Ela argumentou ainda que “a campanha por meio de mensagens eletrônicas e redes sociais é permitida pela legislação eleitoral”.

Assim como a campanha de Pezão, assessoria de Garotinho afirmou que o envio de SMS e de WhatsApp é permitido e que o que está proibido é o uso do telemarketing. Até o fechamento desta reportagem, a assessoria do candidato do PR não havia repassado informações sobre a empresa contratada para disparar as mensagens nem quanto gastou com ela.

RESOLUÇÃO QUESTIONADA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou em fevereiro resolução para eleição deste ano em que vetou a realização de propaganda via telemarketing, em qualquer horário. O texto, no entanto, não traz qualquer referência ao uso de WhatsApp e mensagens de SMS. A resolução foi questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo PTdoB. Entre os argumentos apresentados pelo partido está o de que a regra “não tem amparo em legislação emanada pelo Congresso Nacional”.

— Na verdade, o TSE determinou a proibição de telemarketing, mas não definiu o que é telemarketing. A lei eleitoral não proíbe o telemarketing. Foi o TSE que proibiu na resolução — afirmou Silvana Batini, que esteve à frente da Procuradoria Regional Eleitoral do Rio na eleição de 2010: — Quando o TSE baixou a resolução que veta o telemarketing, estava pensando na ligação, não em SMS nem em WhatsApp. Então, não tem regulamentação nenhuma a respeito disso. Tenho a impressão de que cada TRE vai julgar de uma maneira.

Nenhum partido consultou o TSE sobre o uso do WhatsApp e SMS. A resolução que proibiu o telemarketing permite mensagens eletrônicas, desde que ofereçam um dispositivo que permita o eleitor se descadastrar para não receber mais o conteúdo.

Em princípio, a Procuradoria no Rio deve tratar as mensagens no WhatsApp como as mídias sociais e não como telemarketing, porque existe a possibilidade de o eleitor bloquear o número que envia os textos. Ainda assim, a análise será feita caso a caso.